quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Acusado alega que matou vizinho e desafeto em legítima defesa

Acusado disse que vítima o perseguiu nesta moto

Luciano Silva, até então suspeito de efetuar os disparos que matou o motorista, Noraí Lopes, 45 anos, no último domingo na estrada da localidade, Casa Branca, quinto distrito de Piratini, se apresentou ontem à tarde ao delegado Paulo Costa, titular da DP local, e alegou legítima defesa como justificativa para o crime.


Na versão apresentada à Costa, Luciano disse que ouviu o som de um disparo feito por Noraí quando tentava fugir da vítima dirigindo seu carro em alta velocidade.

- Ele contou que a vítima o perseguiu de moto pela estrada e que chegou a dirigir na velocidade de 80 quilômetros por hora e, com medo de se acidentar, decidiu parar o carro  e quando desceu recebeu um tiro e revidou- contou Paulo Costa, ao Eu Falei, pela manhã o policial civil.

Ao delegado, o acusado relatou que na noite anterior ao fato, flagrou Noraí rondando sua casa de moto e então decidiu retirar as armas do local onde as mantinha guardadas em sua residência e porta-las.

Retificação- Em depoimento, Luciano confessou que mantinha com ele no momento da perseguição que assegura ter sofrido, duas armas.
Ele levou a polícia  ao local onde havia escondido uma arma de caça, calibre 32 e não uma carabina 22 , como foi informado anteriormente e, um revólver também 32, e não uma outra arma de caça como também aqui foi veiculado. Na verdade, conforme contou o acusado, a carabina era portada pela vítima.
No local apontado pelo acusado, às armas dele foram encontradas, recolhidas e encaminhadas pela perícia.

Um dos pontos confusos segundo o depoente seria qual a arma e a quantidade de disparos efetuados. Ao delegado, o homicida disse que teria usado ou tentado usar, uma delas, mas que a vítima continuou em sua direção e, a partir daí, não tem bem lembrança e clareza dos fatos.

O laudo da perícia técnica ou exame de balística e também da autópsia realizada pelo Instituto Médico Legal, são considerados cruciais para as peças do inquérito.

Retificação- Luciano foi ouvido e liberado para responder em liberdade e a princípio, teve sua  prisão requisitada pelo delegado Costa, mas o juiz Roger Leal entendeu que não havia motivos para despachar favorável.






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